segunda-feira, 11 de janeiro de 2010

Ditosa

Me lembro do dia que eu te conheci numa jaulinha esquisita, já não cheirava leite, cheirava ração.
Mentiram pra gente ao te apresentar, lhe deram uma raça que só você tem até hoje, e seu umbigão era tão grandão... Acho que nunca vi uma barriga mais simpática que a tua, e nem nenhum outro canino com topete de pica-pau. Bonachona demais, não serviu como cão-de-guarda 
(ainda desconfio que lhe tenham pego como tapa-buraco pra todas as minhas dores de criança de cinco anos). 
Fiquei umas duas semanas sem falar com o vô pq uma vez ele te xingou (você e ele ouviram minha primeira música né?) e você também foi a primeira a chorar ALTO quando ele partiu.
Lembro do dia em que eu fiquei horas contigo, com a branca e com a preta conversando na casinha (aquela fora minha primeira grande conversa, e vocês foram minhas primeira grandes amigas).
Perdão por te odiar tanto quando você comia papel higiênico do banheiro ou caçava passarinhos indefesos (quem dera se hoje você estivesse me dando motivos para ficar braba...)
Seu olhos cor de mel estão tão cansados que...


Eu toco gaita quando estou triste e você bem sabe, mas acho que não pode mais ouvir...
Queria eu ter seu charme e equilíbrio hauhauhaua
Vai de boa, bunita. Abraço bem apertado, cabeçuda, e pode fechar os olhos.






5 comentários:

  1. Ainda bem que Deus sabe ensinar tudo. Até como dizer a Deus a um "familiar" esquisito... Gostei.

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  2. aaaaaaaah!!!! não me diga.... ='( (snif...snif...)

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