quarta-feira, 21 de julho de 2010

no meio da noite

Às vezes simplesmente paro, olho a minha volta e tento me situar de novo. Respiro bem devagar pra notar quão denso está o ar e fecho os olhos pra ouvir melhor. Atento-me aquilo que eu nunca reparei, como na nova camada de poeira que eu deixei juntar no meu livro preferido. Parece que tudo está novo de novo, já não sou mais como antes. No mural do meu quarto, fotografias que contam a minha história... São só lembranças que não traduzem o que ficou de cada um. 


Elevo-me ao chão e lá me sinto mais eu: mais frágil, mais humana, mais perdida e mais desesperada do que antes... eu queria tanto poder olhar no Teus olhos mesmo sabendo que Tua Glória consumiria minha carne e que eu me tornaria cinzas. Tudo o que eu já vivi era mais do que eu poderia suportar, mas continua sendo nada perto dessa saudade! Aquieta o meu coração e converta-me logo a Ti, tenho pressa de andar nos Teus caminhos, Pai...
e como é bom te chamar de Pai