sexta-feira, 20 de agosto de 2010

Naquele dia, como em todos os outros, ela passou despercebida. Chegou em casa com dor nas juntas, beijou os filhos sem falar nada e colocou a água pra esquentar. O sol se põe mais cedo no morro, mas pouco importa já que ali não tem janela... Olhou pro chão, viu os meninos a brincar de gente e deu um sorriso tímido, sentiu saudade de ter esperança, lembrou dos planos que fez com ele, engoliu a choro a seco. Partilhou o arroz nos pratos de plástico, mas de novo dormiu com fome. 


Nenhum comentário:

Postar um comentário