quinta-feira, 18 de novembro de 2010

haja luz!

Entrou devagar em seu palácio e como nunca, observou cada pedaço. Tudo ali era nada, todo valor era pouco, o ouro não levaria consigo. Sentiu-se pobre, gritou e o eco ecoou, reparou pela primeira vez que não havia ninguém nos quartos; será que sempre fora assim? Com a força de uma heroína, cai uma lágrima, livre enfim. Sentir dor foi alívio, pra quem pensava já não estar vivo. Correu e ganhou do tempo, desesperado pra saber quem era, abriu as janelas e a luz entrou. Não gostou do que viu, mas descobriu que tinha saudade do ar, e que o silêncio lá de fora era como uma sinfonia.

quinta-feira, 11 de novembro de 2010

Grace

Grace, she takes the blame
She covers the shame
Removes the stain
It could be her name

Grace, it's the name for a girl
It's also a thought that changed the world
And when she walks on the street
You can hear the strings
Grace finds goodness in everything
Grace, she's got the walk
Not on a ramp or on chalk
She's got the time to talk
She travels outside of karma
She travels outside of karma
When she goes to work
You can hear her strings
Grace finds beauty in everything

Grace, she carries a world on her hips
No champagne flute for her lips
No twirls or skips between her fingertips
She carries a pearl in perfect condition

What once was hurt
What once was friction
What left a mark
No longer stings
Because Grace makes beauty
Out of ugly things

Grace finds beauties in everything


quinta-feira, 4 de novembro de 2010

ação!
o verbo encarnou, viveu, sangrou, padeceu
e venceu
o sujeito é o verbo
e para Ele são todas as coisas

tudo em Ti faz tanto sentido
os meus versos, tão perenes são pra Glória do teu nome
me perco de mim, Senhor e Rei
sou esfolada como pedra
não enxergo o quadro todo

não importa -
toda a terra está cheia da Tua Glória