quinta-feira, 18 de novembro de 2010

haja luz!

Entrou devagar em seu palácio e como nunca, observou cada pedaço. Tudo ali era nada, todo valor era pouco, o ouro não levaria consigo. Sentiu-se pobre, gritou e o eco ecoou, reparou pela primeira vez que não havia ninguém nos quartos; será que sempre fora assim? Com a força de uma heroína, cai uma lágrima, livre enfim. Sentir dor foi alívio, pra quem pensava já não estar vivo. Correu e ganhou do tempo, desesperado pra saber quem era, abriu as janelas e a luz entrou. Não gostou do que viu, mas descobriu que tinha saudade do ar, e que o silêncio lá de fora era como uma sinfonia.

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