sexta-feira, 28 de dezembro de 2012

Retrrrrrrrrrrrrrrospectiva

Sei que é brega fazer retrospectiva, mas este blog está abandonado, eu não tive diário esse ano e sei que dessa forma, de alguma maneira eu vou poder ler isso um dia com saudade de mim, ou não, enfim... vai estar guardado, e é bom prevenir, pois o Alemão vai chegar...

2012 foi um ano chuvoso. 
Fui de encontro com dores antigas através dos novos desencantamentos e fracassos. Passei pelo período mais trash da minha vida até aqui, fui apunhalada, encarei, cavei, quis descobrir o tamanho da ferida e quando dei por mim, não consegui mais voltar. 
Consegui afastar meus amigos, consegui me afastar do ministério, descobri minha face mais frágil, admiti a dúvida, a solidão, admiti que eu não sei ser assim e que foi isso que me fez correr pra gruta pra tentar entender como é que se vive desse jeito. 
Saí da EMDEC, assumi 14 salas no Estado, descobri minha vocação e durante o primeiro semestre no meio da pior tempestade, eu acordava sorrindo pq eu ía dar aula e de alguma forma eu entendia que isso engrandecia ao Senhor. Ganhei uma bolsa de estudos no Senac no curso de fotografia, renunciei as aulas. Descobri que também gosto disso e acredito que tomei a decisão correta. É um problema gostar de muitas coisas...
Comecei a fazer taekwondo, um curso de inglês na Unicamp também com bolsa e ainda conclui o terceiro ano de ciências sociais, sem nenhuma DP.
Não trabalhar é complicado, a ansiedade de tempos em tempos vem nos visitar, mas em tudo o Deus tem sido fiel e provido as minhas necessidades.
Aprendi Libras, já esqueci. Li pouco, corri muito, mas fiquei bastante em silêncio. Percorri cerca de 12 mil km com a Jurema e só dei duas voltas no quarteirão de bicicleta. Descobri que tenho frouxidão ligamentar, que tenho que correr atrás de mestrado no ano que vem, que o livro de Jó faz sentido, que eu cozinho muito bem, que tereré vicia, mas emagrece, que depressão também emagrece... 

O que espero de 2013? Um dia de cada vez. Um coração mais sereno, curado talvez. Gente por perto, risadas, piquenique, comunhão. Espero contentamento em Deus, sabedoria, bicicleta, música, um quarto um pouco mais organizado, uma família um pouco menos desunida e uma musculatura nas costas que me permita continuar sendo bípede, pq do jeito que as coisas estão indo...

Sou grata pelas provações, sou grata pela dor que me mostra que eu continuo viva, sou grata por ter o que comer, pq a minha cachorra passou mais um natal com a gnt, sou grata pq eu tenho 2 primas nenéns lindas, sou grata pela Graça e pela Gracia, pq gelo funciona para desinchar o pé e enfim... eu sou sua Filha e isso não muda apesar do meu desempenho. Obrigada por todo o cuidado e obrigada pela certeza de que o sol sempre volta a brilhar.


sábado, 15 de dezembro de 2012

Sejamos francos... por questões de sobrevivência, alguma pessoas aprendem a ser forte. Adquirem lombos de ferro, armaduras de aço, autonomia e segurança. Passam por cima da dor, continuam a correr com os pés inchados, engolem as mágoas e se acostumam a não precisar de cuidado. 
Em algum momento Deus lhes fere um pouco mais fundo, destrói carcaças inabaláveis, lhes tira o prumo. São fracos, miseráveis e dependentes como todo mundo. Diante dos outros, a carne é viva, o pus fede e ninguém entende. "Como é que pode logo você estar ferida assim?", "Como é que pode logo você estar confusa?", "logo você não saber?", "logo você não cuidar?". Obrigam-lhes a ir pra caverna, lamber as feridas, silenciar. Parece incoerente; eles não sabem o tamanho da dor e nem respeitam o tempo do tempo curar.
Um dia esse povo renasce, volta miúdo pra Glória de Deus, mas se o tempo ainda é limiar, se você é um destes Severinos, aceite a própria fragilidade, sem pressa. Finalmente você está aprendendo o que significa ser inteiro.

Jó 5:18

sexta-feira, 26 de outubro de 2012

Autênticos discípulos de Jesus reconhecem que rotular discípulos em autênticos ou não de acordo com suas fragilidades não faz o menor sentido, já que tudo é graça, o que não gera neles condescendência com o pecado, mas constrangimento pelo amor imerecido de um Deus santo. 
É Ele quem nos chama, quem nos redime, quem nos justifica e nos santifica. Ainda que em passos vacilantes e marcados pelo pecado original, ainda que feridos, ainda que sozinhos, discípulos de Jesus são verdadeiramente humanos e admitem que somente por graça, aquele que em nós começou a boa obra a aperfeiçoará até o dia de Jesus Cristo.

segunda-feira, 30 de julho de 2012

Então, falou Ilúvatar e disse: [...] E tu, Melkor, verás que nenhum tema pode ser tocado sem ter em mim sua fonte mais remota, nem ninguém pode alterar a música contra a minha vontade. E aquele que tentar, provarás não ser senão meu instrumento na invenção de coisas ainda mais fantásticas, que ele próprio nunca imaginou. - Tolkien em O Silmarillion

segunda-feira, 23 de julho de 2012

A CÓLERA DIVINA


Quando fui ferida,
por Deus, pelo Diabo, ou por mim mesma,
- ainda não sei -
percebi que não morrera, após três dias,
ao rever pardais
e moitinhas de trevo.
Quando era jovem,
só estes passarinhos,
estas folhinhas bastavam
para eu cantar louvores,
dedicar óperas ao Rei.
Mas um cachorro batido
demora um pouco a latir,
a festejar seu dono
- ele, um bicho que não é gente -
tanto mais eu que posso perguntar
Por que razão me bates?
Por isso, apesar dos pardais e das reviçosas folhinhas
uma tênue sombra ainda cobre meu espírito.
Quem me feriu perdoe-me.



ADÉLIA PRADO

domingo, 22 de julho de 2012

há tanto não escrevo, não componho, não contemplo
espero a cura, sedenta
espero a vida, de novo
as miragens no deserto me enganam facilmente
eu quero a sombra, descansar no teu querer
ter tua paz, ouvir tua voz e obedecer
tudo o que eu vivi não é suficiente
faz-me criança de novo
convence-me do teu amor
não me esquece


por favor.

O Evangelho de Vida e não de Língua

"Pois este [o evangelho] não é doutrina de língua, mas de vida, e não se aprende unicamente com o intelecto  e a memória, como as outras disciplinas, mas, quando recebida, possui afinal toda alma e encontra sede e receptáculo no mais profundo do coração. [...] Concedemos prioridade à doutrina em que se apoia nossa religião, visto que dela advém nossa salvação.  Entretanto, é necessário que a doutrina penetre em nosso peito e chegue a nossos costumes, e de tal modo nos transforme que não nos seja infrutífera. [...] Evangelho cuja eficácia deveria penetrar nos afetos mais íntimos do coração, cem vezes mais do que as frias advertências dos filósofos, e assentar-se na alma e afetar o homem em sua totalidade." (João Calvino - Institutas, Livro III, cap. VI, 4.)


Citado por Igor Miguel

quarta-feira, 18 de julho de 2012

Todo Dia Cedo o Dia Todo


Todo dia cedo
Quando do renovo
Das misericórdias
Do ancião de dias
Antes que as discórdias
Toldem os olhares
Que as bijuterias
Substituam jóias
Antes que as tramóias
Saltem das manchetes
Que marionetes
Tomem os lugares
De guardiões do povo
Antes que o anseio
Se transforme em medo
Antes que o receio
Se torne em pavor
Todo dia cedo
O dia todo cedo
Para o meu Senhor.

- Silvestre Kuhlmann

quarta-feira, 20 de junho de 2012

Todos nós temos uma atração pelo fantástico. Sejam elfos, vampiros, príncipes e princesas encantados, super-heróis ou Hogwarts. Creio que mesmo novelas e filmes de ação, que são mais "realistas", contam com um elemento de absurdo que nos desliga momentaneamente da nossa vida ordinária.


Seria de se esperar então que ao ouvir a história de Jesus, que conta com diversos elementos sobrenaturais, nos coloca em uma espécie de Matrix e nos diz que podemos acordar e enxergar o mundo real, nós nos mostrássemos empolgados com a idéia, ainda que não acreditássemos na veracidade dos relatos.

Está tudo ali, o amor perfeito, a luta contra o Mal, a possibilidade de redenção, a jornada longa e árdua, os momentos de dúvida e revelação, os milagres e até os "superpoderes".
Você pode argumentar que nenhuma outra história fantástica clama ser real e, pior, a única e verdadeira, porém nenhuma clama ser mentira também, sempre deixando a possibilidade livre para nossos corações desejosos.

No entanto, não é esse o ponto.

Acredito que o maior problema é que na história de Jesus, não somos o centro. Mesmo sendo chamados para participar, somos coadjuvantes, e é sobre Ele a história.

Coadjuvantes. Esta ai algo que nosso orgulho e vaidade não suportam. Aceitar que não somos o centro, e mais, que o personagem central nos diga como viver, para nós é insuportável.

Curiosamente, erguemos altares para todo tipo de ídolos que buscam ocupar o lugar central em nossas vidas, mas o fazem de maneira sutil, preservando nossa ilusão de controle. Então, seguimos, rindos de como os pobres crentes tem de obedecer diversas regras enquanto somos senhores de nosso destino.



Eduardo Mendes meninão

quarta-feira, 13 de junho de 2012

Não é vergonha o crente ter saudade da companhia de outros cristãos, como se isso fosse sinal de viver ainda por demais na carne. O ser humano é criado como carne, na carne apareceu o Filho de Deus na terra por amor a nós, na carne foi ressuscitado, na carne o crente recebe Cristo no sacramento, e a ressurreição dos mortos levará à comunhão perfeita das criaturas espírito-carnais de Deus. Através da presença física do irmão, o crente louva o Criador, Reconciliador e Salvador. Deus Pai, Filho e Espírito Santo. Na proximidade do irmão cristão, o preso, o doente, o cristão na diáspora reconhece um gracioso sinal físico da presença do Deus triúno. Na solidão, visitante e visitado reconhecem um no outro o Cristo presente na carne, recebem e se encontram como se com o Senhor se encontrassem - em reverência, humildade e alegria. Aceitam a benção um do outro como do próprio Jesus Cristo. Se um único encontro com um irmão traz tanta felicidade, que riqueza inesgotável deve se abrir àqueles que, pela vontade de Deus, são considerados dignos de viver em comunhão diária com outros cristãos! (BONHOEFFER, 1938)

sábado, 9 de junho de 2012

confissões

O Senhor me feriu, tirou-me o riso, o meu grande amor, minha segurança, meus sonhos, me fez sangrar, bem onde eu cri que nunca haveria dor.
O Senhor me feriu, arrancou-me do lugar comum, destitui-me de mim, me fez calar.
O Senhor me feriu, afastou meus amigos, revelou meus segredos, arrancou minhas máscaras, me fez secar.
Eu não entendo, talvez nunca venha a entender... Que importa?




Que meus suspiros possam dar lugar a canções que cantem sobre sua fidelidade
Que a minha dor possa revelar a sua glória como meu único e verdadeiro descanso
Deixe que minhas perdas mostrem-me que tudo o que eu realmente tenho é você


http://www.youtube.com/watch?v=A7O7LQpQaoc








Não à toa instituiu o Senhor o Shabat, mandamento este, relativizado em nossos dias (como todos os outros). A própria igreja se esquece de parar e contemplar, de descansar na soberania do Deus que provê e intervém, se esquece de reconhecer sua pequenez e dependência, sucumbe ao pragmatismo gospel, valoriza ações à pessoas, coisas à pessoas, em movimentos vazios, compromissos vazios que servem apenas para mascarar suas próprias feridas. "Finja que o leproso não existe, finja que ele não está entre nós", "o que importa é o acampamento, a conferência, o ensaio, a festa, o evangelismo, o jantar, o show, a palestra, o treinamento, o campeonato. Eles são números e não nomes."
Respira Igreja do Senhor, lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta.
Respira dona Daniela, lembra-te, pois, de onde caíste, arrepende-te e volta.

sexta-feira, 11 de maio de 2012















em terra seca a semente não germina
o jardineiro pacientemente a rega
e ara o solo desprovido de esperança
remexe a dor, remexe a mágoa e a ferida
lhe dá amor, saúde e sonho novo
lhe fortifica
pra que a semente possa encontrar lugar seguro
e brote e cresça e crie raiz forte
e dê-nos sombra, folha, fruto e flor cheirosa
e abrigue o orvalho da manhã que lembra a graça
e acuse o vento que nos lembra a providência
e alimente a todos nós, famintos
e dê descanso ao pardal
e inspiração aos poetas 

segunda-feira, 23 de abril de 2012

Pai,
que a paz que excede todo o entendimento transborde em meu coração
guarda-me de mim mesma
e que a dúvida, o medo, a tristeza e a angústia não venham a encobrir a alegria da tua salvação
que eu possa amar a igreja apesar de seus muitos deslizes, assim como ela me ama
que o meu choro carregue ainda alguma esperança de um dia não mais chorar
que a amargura causada pelas pauladas que a vida me deu não me impeçam de amar
Senhor, olha pra mim que sou tão pequenininha
e me ajuda a andar
dá-me apenas um pouco mais de fé
que eu vou passar o café pra não ficar pra trás
sustenta esta pobre pecadora
e não a deixa esquecer
que é para a cruz que ela deve olhar

sexta-feira, 13 de abril de 2012

A Profundidade da Nossa Separação

    O homem está dividido dentro de si. A vida volta-se contra si própria através da agressão, do ódio e do desespero. Estamos habituados a condenar o amor-próprio; mas aquilo que pretendemos realmente condenar é o oposto do amor-próprio. É aquela mistura de egoísmo e aversão por nós próprios que permanentemente nos persegue, que nos impede de amar os outros e que nos proíbe de nos perdermos no amor com que somos eternamente amados. Aquele que é capaz de se amar a si próprio é capaz de amar os outros; aquele que aprendeu a superar o desprezo por si próprio superou o seu desprezo pelos outros.
    Mas a profundidade da nossa separação reside, justamente, no facto de não sermos capazes de um grande amor, clemente e divino, por nós próprios. Pelo contrário, existe em cada um de nós um instinto de autodestruição, tão forte como o nosso instinto de autopreservação. Na nossa tendência para maltratar e destruir os outros existe uma tendência, visível ou oculta, para nos maltratarmos e nos destruirmos. 
    A crueldade para com os outros é sempre também crueldade para com nós próprios. Deste modo, o estado de toda a nossa vida é o distanciamento dos outros e de nós próprios, porque estamos distanciados da Razão do nosso ser, porque estamos distanciados da origem e do objectivo da nossa vida. E não sabemos de onde viemos nem para onde vamos. Estamos separados do mistério, da profundidade e da grandeza da nossa existência. Ouvimos a voz dessa profundidade, mas os nossos ouvidos estão fechados. Sentimos que algo radical, total e incondicional nos é exigido; mas rebelamo-nos contra isso, tentamos fugir à sua urgência e não aceitamos a sua promessa. 


Paul Tillich, in 'És Aceite'

domingo, 8 de abril de 2012

    Aos neoateístas, agnósticos, espíritas, umbandistas, hindus, budistas, bem resolvidos, capitalistas, revolucionários, artistas, cobradores de impostos, eco-chatos, chocólatras, drogaditos, ativistas, acomodados, miseráveis, relativistas, mentirosos, alienados, bem-nascidos, mal-nascidos, indecisos, indefinidos, ilimitados, ignorantes, aos que comeram bacalhau pela primeira e ultima vez no ano, aos que trabalharam no feriado e aos que trollaram o "cristianismo eventual" no facebook, aqui segue a minha explicação do pq comemoro a páscoa:


    Celebro a pêssach todos os dias. Recordo-me de onde me tirastes, dos grilhões que não me acompanham mais. Hoje em especial, meus irmãos de todo o mundo festejam a liberdade, e eu com eles.
    Obrigada pela lua pascal, obrigada por lembrar-nos sempre do corpo por nós moído do cordeiro, cujo sangue impede que o anjo da morte não nos destrua eternamente.

Eu sou a ressurreição e a vida; quem crê em mim, ainda que esteja morto, viverá;  
João 11:25


 Na maneira como eu enxergo o mundo, se não houvesse a cruz e a ressurreição de Jesus, não haveria pq vc estar vivo. Feliz páscoa, meu amigo :)

domingo, 1 de abril de 2012

Não, eu não quero chegar no vazio, a ausência não me traz paz.
O silêncio que carrega a história traz consigo o meu inibidor de mim mesmo. Ele não é vazio.
Às vezes as explosões de cores, tatos, sabores e sons me enganam e me fazem pensar que o que eu sinto sou eu. Isso é vazio.
Ignorar o criador da mais linda obra de arte, suas leis e repetições, suas doses de azul e de cinza, aquilo que me permite sentir o calor e o alívio não me faz ser mais livre, embora pareça.
Pare de se enganar, Daniela... O mundo lá fora é mais bonito que o seu.

When He Returns - Bob Dylan

sexta-feira, 16 de março de 2012

Ele cuida de mim
quando todas as tristezas
me tomam a luz
para ver o caminho.
Ele me conhece,
e Ele me guiará,
para segura,
andar passo a passo.
Ele cuida de mim,
quando é pequena a força
grande a fragilidade,
e quando não sinto nada.
Ainda assim Ele está lá
me ajudando a lembrar
do olhar para o alvo.
Ruth Heil












Tradução livre de Dorothea Rempel, um presente para o meu cansado coração nilbante... :')

quinta-feira, 1 de março de 2012


Naqueles dias a rainha Ester, temendo o perigo de morte que se aproximava, buscou refúgio no Senhor.
Prostrou-se por terra desde a manhã até ao anoitecer, juntamente com suas servas, e disse: Deus de Abraão, Deus de Isaac e Deus de Jacó, tu és bendito. Vem em meu socorro, pois estou só e não tenho outro defensor fora de ti, Senhor, pois eu mesma me expus ao perigo. Senhor, eu ouvi, dos livros de meus antepassados, que tu libertas, Senhor, até ao fim, todos os que te são caros. Agora, pois, ajuda-me, a mim que estou sozinha e não tenho mais ninguém senão a ti, Senhor meu Deus. Vem, pois, em auxílio de minha orfandade. Põe em meus lábios um discurso atraente, quando eu estiver diante do leão, e muda o seu coração para que odeie aquele que nos ataca, para que este pereça com todos os seus cúmplices. E livra-nos da mão de nossos inimigos. Transforma nosso luto em alegria e nossas dores em bem-estar'.

quarta-feira, 29 de fevereiro de 2012


“Sem Jesus Cristo o mundo não existiria, pois teria que ser destruído ou se transformaria em um tipo de inferno.
Se o mundo existisse para ensinar o homem sobre Deus, sua divindade brilharia em todas as suas partes de uma forma incontestável. Mas como ele existe apenas através de Jesus Cristo e para Jesus Cristo, e para ensinar o homem sua corrupção e sua redenção, tudo nele faísca com provas dessas duas verdades.”
     Blaise Pascal, Pensées

sábado, 25 de fevereiro de 2012

honestidade

Charles Wesley
Como é possível que eu obtenha
Uma participação no sangue do Salvador?
Por mim ele morreu, por aquele que causou sua dor
Por mim, aquele que a morte o levou
Que grande amor! Como é possível
O Senhor, meu Deus, morrer por mim?

Stuart Townend
Por que eu deveria lucrar com seu castigo?
Não posso dar uma resposta;
Mas isso eu sei de todo o coração
Suas feridas pagaram a minha redenção

Daniel W. Whittle
Não sei porque a maravilhosa graça de Deus ele me fez conhecer,
Nem por que, com misericórdia, Cristo em amor me redimiu para si.
Mas eu sei em quem tenho crido e estou convencido de que ele é capaz
De deixar para trás naquele dia o que cometi contra ele.








quarta-feira, 22 de fevereiro de 2012

O utopista


Ele acredita que o chão é duro
Que todos os homens estão presos
Que há limites para a poesia
Que não há sorrisos nas crianças
Nem amor nas mulheres
Que só de pão vive o homem
Que não há um outro mundo.


Murilo Mendes 

domingo, 12 de fevereiro de 2012


‎"os vorazes e sombrios tubarões do mar humano, só abandonarão ou afrouxarão a exploração das plebes, se uma influência celeste, por milagre novo, mais alto que os milagres velhos, lhes converter as almas! O burguês triunfa, muito forte, todo endurecido no pecado - e contra ele são impotentes os prantos dos humanitários, os raciocínios dos lógicos, as bombas dos anarquistas. Para amolecer tão duro granito só uma doçura divina. Eis pois a esperança da Terra novamente posta num Messias!..."




A Cidade e as Serras, Eça de Queirós




citado por Marcelo Cabral

quinta-feira, 19 de janeiro de 2012

‎"Amigo, você não tem que entender todos os caminhos de Deus, todas as maneiras como Ele dirige a sua vida. Deus não espera que você entenda tudo. Você não espera que o seu filhinho entenda tudo: quer apenas que confie em você. Um dia, verá a glória de Deus nas coisas que não entende."


M.H.McC.
‎"É meu amigo um desconhecido, alguém que não conheço.
Um desconhecido distante, distante.
Por ele o meu coração está cheio de saudades.
Porque ele não está junto a mim.
Talvez porque não exista de verdade?
Quem és tu que preenches o meu coração com tua ausência?
Que preenches toda a terra com a tua ausência?"


(Lagerkvist, P. 1951)