quarta-feira, 20 de junho de 2012

Todos nós temos uma atração pelo fantástico. Sejam elfos, vampiros, príncipes e princesas encantados, super-heróis ou Hogwarts. Creio que mesmo novelas e filmes de ação, que são mais "realistas", contam com um elemento de absurdo que nos desliga momentaneamente da nossa vida ordinária.


Seria de se esperar então que ao ouvir a história de Jesus, que conta com diversos elementos sobrenaturais, nos coloca em uma espécie de Matrix e nos diz que podemos acordar e enxergar o mundo real, nós nos mostrássemos empolgados com a idéia, ainda que não acreditássemos na veracidade dos relatos.

Está tudo ali, o amor perfeito, a luta contra o Mal, a possibilidade de redenção, a jornada longa e árdua, os momentos de dúvida e revelação, os milagres e até os "superpoderes".
Você pode argumentar que nenhuma outra história fantástica clama ser real e, pior, a única e verdadeira, porém nenhuma clama ser mentira também, sempre deixando a possibilidade livre para nossos corações desejosos.

No entanto, não é esse o ponto.

Acredito que o maior problema é que na história de Jesus, não somos o centro. Mesmo sendo chamados para participar, somos coadjuvantes, e é sobre Ele a história.

Coadjuvantes. Esta ai algo que nosso orgulho e vaidade não suportam. Aceitar que não somos o centro, e mais, que o personagem central nos diga como viver, para nós é insuportável.

Curiosamente, erguemos altares para todo tipo de ídolos que buscam ocupar o lugar central em nossas vidas, mas o fazem de maneira sutil, preservando nossa ilusão de controle. Então, seguimos, rindos de como os pobres crentes tem de obedecer diversas regras enquanto somos senhores de nosso destino.



Eduardo Mendes meninão

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