sábado, 15 de dezembro de 2012

Sejamos francos... por questões de sobrevivência, alguma pessoas aprendem a ser forte. Adquirem lombos de ferro, armaduras de aço, autonomia e segurança. Passam por cima da dor, continuam a correr com os pés inchados, engolem as mágoas e se acostumam a não precisar de cuidado. 
Em algum momento Deus lhes fere um pouco mais fundo, destrói carcaças inabaláveis, lhes tira o prumo. São fracos, miseráveis e dependentes como todo mundo. Diante dos outros, a carne é viva, o pus fede e ninguém entende. "Como é que pode logo você estar ferida assim?", "Como é que pode logo você estar confusa?", "logo você não saber?", "logo você não cuidar?". Obrigam-lhes a ir pra caverna, lamber as feridas, silenciar. Parece incoerente; eles não sabem o tamanho da dor e nem respeitam o tempo do tempo curar.
Um dia esse povo renasce, volta miúdo pra Glória de Deus, mas se o tempo ainda é limiar, se você é um destes Severinos, aceite a própria fragilidade, sem pressa. Finalmente você está aprendendo o que significa ser inteiro.

Jó 5:18

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